Livro de Ponto

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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

D'Os Deolinda

Há músicas que nos entendem! Há músicos que tocam o que queremos dizer! Os Deolinda sempre foram uma agradável surpresa mas, com este tema, supreraram tudo! Cada palavrinha que a Ana pronuncia são lágrimas que caem do meu rosto...e de certamente muitos de vós que por aqui passam. Esta dedicarei aos meus Amigos e à  'malta' que aqui vai pondo o olho! Temos de ter força...


Deolinda - Parva que sou


Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.

E não, não nos considero parvos...nem pouco mais ao menos...mas sim, somos governados por gente parva, no verdadeiro sentido da palavra latina: pequenos, baixos, medíocres...

4 comentários:

Fer disse...

O que diz esta letra é que os parvos não somos nós, mas um comportamento social. Chorei quando a ouvi! **

Feliz aos Trinta disse...

É o que temos...não há explicaçao...

Fragoso disse...

Está muito bom, e concordo com a tua conclusão =)

Feliz aos Trinta disse...

Obrigada Fragoso*
O latim...o nosso latim*
Um abraço!