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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Falta de Educação



Assusta-me.
O que vou falar não é inédito - outros bloggers já o fizeram e muitíssimo bem! - mas quando o assunto me toca a mim, ou a meus, sinto-me no direito e também na necessidade de fazer um comentário.

Dizia eu, assusta-me o rumo da educação [ou falta dela] - não pelos miudos, mas essencialmente pelos pais. Neles é que reside - quanto a mim - o cerne do problema.
Que pai acha que não se deve contrariar o rebento? Que pai procura desalmadamente desculpa em patologias de algibeira para desculpar a falta de vontade em realizar as tarefas escolares? Que encarregado de educação acredita piamente que tudo o que o seu filho diz é verdade?

E as tantas, caímos no ridiculo - somos enganados, magoamos e prejudicamos claramente os miúdos. Será que os encarregados de educação [em seu perfeito tino] não vislumbram o futuro destas crias?! Eu pergunto-me se eles serão mesmo assim, ou se se esforçam para assim o serem! Porque de facto é preciso ser-se muito rudimentar e inculto para praticar atitudes tão absurdas como as que tenho assistido.

E pronto. Andamos nós na escola a fazer o papel destes paisinhos iluminados - a tarefa de dar educação aos seus rebendos [que deviam ter sido planeados umas vinte vezes antes de nascerem], fica completamente delegado na escola, enquanto eles engeredam maquiavélicos planos para colocar carreiras em risco, ansiedade e tristeza nos colegas professores. Para estes pais, que têm a mania que são professores e que percebem muito do assunto [e que conhecem muito bem os seus educandos - dada a meia hora diária de atenção que he dispensam], tenho apenas uma palavra: pe-na. Só isso. Quero viver muitos e bons anos para saber novas destes meninos super inteligentes que não podem ser contrariados e que sofrem disto ou daquilo. Quero saber o que a sociedade fez com eles quando eles se negarem a trabalhar porque tu não mandas em mim e eu faço o que eu quero...quero mesmo.

Haja paciência.


2 comentários:

Paulo Nunes disse...

Assunto interessante.
Vou-te ser sincero, como sempre fui. Eu sempre detestei os professores. Nunca gostei de ser mandado estudar ou de fazer trabalhos de casa. Sempre gostei de aprender aquilo que queria e não os que os outros queriam que eu aprendesse. mas uma coisa que nunca fui, foi ser mal educado. barafustava, irritava-me mas tinha que fazer.. porque lá em casa tb me obrigavam a fazer tudo. não tinha hipoteses. Mas hoje em dia, as coisas estão bem piores, os pais não sabem ser pais e independentemente de não se ter gostado da escola, temos que fazer ver aos nossos filhos que é importante seguir as regras.
Tens que ter paciência... não consegues mudar o mundo e muito menos certos pais. :)

Feliz disse...

@Paulo - Prezo muito a sinceridade e honestidade das pessoas - algo que escasseia nos dias que correm. Também eu detestava a escola e detestava estudar. Escolhi ser professora muito nova, por ter tido um péssimo exemplo na primária e pensar de mim para mim: tu consegues ser bem melhor que isto! tu consegues fazer felizes crianças como tu. Era uma miuda. Ja gostava daquilo, mas tive no 2.ano a certeza absoluta!
Na altura os professores abriam os olhos e nós ficávamos em sentido. Eu nao pretendo que assim o seja! De todo. Mas nao consigo conceber a ideia de "ter a minha vida na mao de um encarregado de educação". Nao mesmo. É indecente que diariamente sejam colocados processos disciplinares em colegas meus apenas porque estes fizeram (ou tentaram) aquilo que era obrigação dos pais: dar educação.

Abraço amigo!