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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O meu dia de greve

É verdade.
Repeti vezes sem conta o ano passado, enquanto trabalhava nas limpezas, que quando estivesse colocada, iria aderir à greve, como forma de me manifestar contra a precariedade de emprego e, especialmente, para celebrar o dia - pois ao fazer greve significaria que já não estaria naquela situação laboral.
Pois bem, um ano passou e eu cumpri de facto com a minha palavra. Sei, sei bem que a greve não leva absolutamente a nada. Nada mais que um dia a menos no meu vencimento. Nada mais que um dia de poupaça para o estado (minúscula propositada) português.
Aproveitei o dia para trabalhar noutro campo, no meu mestrado - e de facto rendeu bastante! Tenho conseguido cumprir com os objetivos a que me propus no início da semana e isso diminuiu a minha ansiedade e peso de consciência!
Além disso, fui tirar o pó aos meus patins, já no final do dia! Quando os calcei pensei..."Vais tralhar...ai vais..." mas afinal não. Já não consigo curvar muito bem à direita, mas o 180º à esquerda sai na perfeiçao! Fez-me mesmo bem! Libertei a energia aqui bem concentrada, embora basicamente tivesse andado para cima e para baixo na mesma rua. Aqui não há grandes espaços para exercícios - e muito menos para usar uns patins, o que implica um alcatrão minimamente decente e, de preferência limpo de areias. A zona onde as pessoas passeiam/correm aqui é engraçada: fica à beira do Tejo, tem um jardim amplo, cuidado, com calçada portuguesa e (ainda muitos) vestigios de obras inacabadas. Recordei-me do Parque da Paz em Almada...corria-se lá muito bem mesmo! Aqui não ouso a tal. O espaço não é convidativo o suficiente...

2 comentários:

Paulo Nunes disse...

Sua grevista!!!
Eu nunca fiz greve na minha vida! :)))

Feliz disse...

Também não disse que repetiria! :P